05. PESQUISA FOTÓGRAFOS EXPERIMENTAIS
GRUPO 1
(Amanda Soares, Luiza Souza, Maria Fernanda, Maria Luiza Paulino, Paula, Sofia, Vitória Bital).
Albert Renger-patzsch:
"Landschaft bei Essen und Zeche "Rosenblumendelle""(Paisagem perto de Essen com a mina de carvão Rosenblumendelle) - 1928
Albert Renger-Patzsch foi um fotógrafo alemão ligado ao movimento da Nova Objetividade (movimento que surgiu na Alemanha como reação ao expressionismo). Devido à sua ligação à Nova Objetividade, o fotógrafo tinha um estilo mais objetivo e preciso.
Começou seu contato com a fotografia aos 12 anos por meio do seu pai que trabalhava como fotógrafo amador. Renger-Patzsch, além da fotografia, também publicou vários livros sobre o mundo técnico e industrial, o que tem ligação com essa obra analisada pelo grupo, na qual pode-se ver ao fundo uma área de trabalho de minas, com chaminés que remetem as indústrias.
Analisando a composição da obra podemos perceber que o uso das sombras no primeiro plano da imagem contribui para a criação de um efeito de moldura natural, guiando o olhar para o centro. Além disso, a perspectiva linear trabalha em conjunto com as sombras para reforçar o ponto de fuga, a iluminação difusa e a possível presença de fumaça ou névoa no segundo plano criam uma sensação de distância e desconforto no observador.
Otto Steinert:
"Two trees in negative" - 1960
Otto Steinert viveu na Alemanha de 1915 a 1978. Em sua carreira, focou na fotografia subjetiva e tinha como característica marcante o aumento do contraste ao extremo.
Na foto escolhida pode-se perceber o grande contraste nela, principalmente porque ele escolheu fotografar um cenário em que não tinham muitas nuances de cor (árvores escuras e um céu nublado), além de que a foto é um negativo, representando apenas o preto e o branco.
Devido ao fato de ser um negativo podemos notar um maior destaque no objeto claro (as árvores), assim, fica mais perceptível os detalhes de cada galho, o que não recebe tanto destaque na foto positiva. Os detalhes também ficam mais evidentes por conta da forma como ele compôs a imagem sem que os galhos de uma árvore se sobrepusessem à outra e de uma forma que preenchesse praticamente toda a área da foto.
Sobre a luz e sombra: por ser um ambiente nublado a luz é difusa, então essa variação não é muito explorada na imagem.
A escolha dessa imagem se deve ao interesse do grupo ao observar a dinamicidade envolvida nas relações de escala, que inclusive foi discutida anteriormente em sala de aula. Isso porque devido ao contraste utilizado, torna-se difícil distinguir se a fotografia foi tirada em escala microscópica ou macroscópica, uma vez que a gama de detalhes encontrados possibilita uma abertura para dúvida. Isso torna tudo mais interessante, pois permite que diversas interpretações surjam ao observar a imagem por ângulos e prismas diferentes.
Sven Vogel:
Venedig 123 - Moscow I
Sven Vogel é um fotógrafo alemão de 51 anos com vários tipos de trabalhos diferentes, mas o que mais nos chamou atenção foi a coleção Venedig 123. A foto que escolhemos é a Venedig 123 - Moscow, que é composta pela sobreposição de várias fotografias tiradas por ele em horários, ângulos e momentos diferentes durante uma viagem à Rússia feita em 2021. A obra se enquadra em diversos estilos, como o abstrato, o contemporâneo, o modernista e o expressionista. Devido ao fato de que diversas fotos de um mesmo local foram sobrepostas, fica claro que o objetivo do fotógrafo não é retratar de forma nítida o ponto turístico. Foi criado um certo efeito de movimento, rapidez, justamente pela presença de partes mais claras, escuras e mais ou menos transparentes, passando a mensagem de aceleração da modernidade, correspondendo ao objetivo do artista.
Marianne Brandt foi uma desenhista de metal, escultora, pintora e fotógrafa alemã. Nascida em 1893, entrou para o campo das artes em 1911 e em 1924 foi aceita na famosa Escola de Arte de Bauhaus. Sua entrada em Bauhaus foi em um contexto no qual a maioria das instituições de arte colocavam sérias restrições para a participação feminina. Entretanto, mesmo com os empecilhos enfrentados por seu uma mulher na Escola, Brandt conseguiu ter êxito no ateliê de metais e é considerada uma das primeiras mulheres designer do mundo.
Devido ao grande destaque da artista no que tange à produção de utensílios domésticos e luminárias, tivemos um pouco de dificuldade para encontrar fotos que vão além da sua produção.
Entretanto, nessa foto escolhida pelo grupo podemos ver um autorretrato realizado dentro da fábrica de metais, em Bauhaus. Tanto as esferas quanto o local fazem referência ao contexto em que Marianne Brandt estava vivendo e aos metais que ela trabalhava.
Na imagem podemos ver várias esferas metálicas altamente polidas que refletem o ambiente ao redor e a imagem da fotógrafa, além de que a maior bola domina a composição, enquanto as menores multiplicam os reflexos. Apesar das três imagens refletirem a mesma imagem, podemos perceber que há ângulos diferentes, criando um efeito de distorção semelhante ao das lentes grandes angulares.
A escolha da foto se deveu ao fato de que nos chamou a atenção a forma como a artista usa reflexos e distorções para criar um efeito visual diferente.
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